Pude sentir a tormenta.
Eu pedi tanto que me deixasse respirar sua verdade,
que ela veio forte contra os meus olhos.
Ela encharcou meu sonho.
Era o que eu precisava.
Ter a dor que não era minha.
Mas que poderia ser.
Que ainda pode.
Mas o céu está tão azul...
Os sofrimentos vieram depois
Depois que passei a ter medo de ser eu mesma.
Depois do dia em que me disseram sem saber:
“Eu já ouvi isto antes.”
Há sempre mais de mil verdades a serem respiradas.
Bateram uma chapa do meu tórax e não acharam manchas no pulmão.
Soprei as verdades que sei.
Não queria morrer sufocada.
Mas espero pelo cinza de olhos abertos...
Leticia Frederico
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