suporta
remos incandescentes
em outros tantos
cálices de chuva fina
segura
remos farpentos
em tantas outras
armadilhas de tempestade de vento. molha
remos salgados
todos muitos
muros gelados dos mares
sobra
remos esfarelantes
mas não sopraremos
por essas curtas
náufragas
vidas entediantes.
Não existem versos roubados pois alma não se vende, não se compra, não se rouba, não se rateia. Alma se doa e a poesia se dá.
sábado, 24 de maio de 2014
domingo, 11 de maio de 2014
Viver
para sempre
despreocupadamente
preocupada
com os dias frios
com as madrugadas
com a tosse seca
ou a carregada
com o testa quente
com o pé gelado
com o dia longo
com a distante estrada
Morrer
para sempre
preocupadamente
despreocupada
com o que vem da gente
e segue só
quando a mão inocente
não pode mais ser dada
pois se a gente é gente
andando em direção a nada
e se quem nada é peixe
a gente vira é feixe
de uma outra vida
muito mais iluminada.
para sempre
despreocupadamente
preocupada
com os dias frios
com as madrugadas
com a tosse seca
ou a carregada
com o testa quente
com o pé gelado
com o dia longo
com a distante estrada
Morrer
para sempre
preocupadamente
despreocupada
com o que vem da gente
e segue só
quando a mão inocente
não pode mais ser dada
pois se a gente é gente
andando em direção a nada
e se quem nada é peixe
a gente vira é feixe
de uma outra vida
muito mais iluminada.
sexta-feira, 9 de maio de 2014
pelo dia 04/05, pois eu não estava achando o rascunho...
Obrigado
por amar o mar
por cantar
por tocar as cordas
e embalar
por furar as ondas
Sem nos soltar
Esconder tesouros
pela fantasia
Não conter o choro
pelas melodias
Esquecer as letras
e as inventar
Por amar a liberdade
ainda que preso à realidade
Por deixar voar
Por deixar pousar
Por ter dado asas
e nos ensinar a dizer sempre obrigado
por amar o mar
por cantar
por tocar as cordas
e embalar
por furar as ondas
Sem nos soltar
Esconder tesouros
pela fantasia
Não conter o choro
pelas melodias
Esquecer as letras
e as inventar
Por amar a liberdade
ainda que preso à realidade
Por deixar voar
Por deixar pousar
Por ter dado asas
e nos ensinar a dizer sempre obrigado
terça-feira, 6 de maio de 2014
eu
falo por mim
sobre os desejos dos outros
o poeta retira o grampo do papel
o ferrugem mancha suas incertezas
e não há desespero
porque?
todos tem outros sonhos
eu
digo por mim
sobre as vontades dos outros
o desenhista cola o durex no papel
a.cola gruda suas cores e sua beleza
e não há solidão
porque?
todos tem muitas fomes.
eu
escrevo por mim
sobre as falhas dos outros
o cantor corta a beirada do papel
a tesoura rasga suas sombras vocais de tristeza
e não há vazio
porque?
todos tem muitos nomes
eu
murmuro por mim
sobre os medos dos outros
o dançarino tira a bailarina do papel
as pernas fecham seus olhos
frente à correnteza
e não ha falta
porque?
até na água o ar se esconde
falo
sobre a necessidade de estar só
falo por mim
e sempre encontro os outros
porque?
há muitos quando ando por onde
falo por mim
sobre os desejos dos outros
o poeta retira o grampo do papel
o ferrugem mancha suas incertezas
e não há desespero
porque?
todos tem outros sonhos
eu
digo por mim
sobre as vontades dos outros
o desenhista cola o durex no papel
a.cola gruda suas cores e sua beleza
e não há solidão
porque?
todos tem muitas fomes.
eu
escrevo por mim
sobre as falhas dos outros
o cantor corta a beirada do papel
a tesoura rasga suas sombras vocais de tristeza
e não há vazio
porque?
todos tem muitos nomes
eu
murmuro por mim
sobre os medos dos outros
o dançarino tira a bailarina do papel
as pernas fecham seus olhos
frente à correnteza
e não ha falta
porque?
até na água o ar se esconde
falo
sobre a necessidade de estar só
falo por mim
e sempre encontro os outros
porque?
há muitos quando ando por onde
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