quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Construindo ruínas 
em um solo fértil
revirando a terra
a mão martela
segura
soca dentro da parede
pendura um útil, 
detestável enfeite,
o transforma em curva
mas ele nem sente.

O cimento 
ruminando,
infiltrado
enferruja 
seu brilho nascente,
e segue esfarelando
as colunas de pé
com seu mofo verde aparente,
que colore o fosco 
da tinta...

Até que de orelhas, 
o martelo pesado,
lhe arranca inesperadamente.




Leticia Frederico

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