Construindo ruínas
em um solo fértil
revirando a terra
a mão martela
segura
soca dentro da parede
pendura um útil,
detestável enfeite,
o transforma em curva
mas ele nem sente.
O cimento
ruminando,
infiltrado
enferruja
seu brilho nascente,
e segue esfarelando
as colunas de pé
com seu mofo verde aparente,
que colore o fosco
da tinta...
Até que de orelhas,
o martelo pesado,
lhe arranca inesperadamente.
Leticia Frederico
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