domingo, 1 de dezembro de 2013

Temos aqui quatro xícaras para o café de amanhã
todas elas aguardam o café de amanhã
e temos também o barulho da noite que espera o amanhã
o barulho da noite que não para, o barulho da água.

O dia termina
da melhor forma que poderia
na forma U
e nós no frio da tela
esquecendo das facas afiadas que voam
e das enchentes que nos afogaram

Mas ainda assim gostarias de desenhar uma concha
neste início de madrugada
e eu lembro da concha pescada
e ela tinha o barulho do sonho
e o barulho da noite me volta
e não para.

e me dizes que não entende do U nem do O
não entende do O U
do ou ou do o u?
ou uma coisa ou outra.

bendita geometria
das letras,
matemática
que rege
seu dedinho do pé
até
a música que acaba de nascer.

é assim e de outros jeitos
que dói a cabeça
e o frio da tela congela
no colo
acima de ti
congela nos olhos fechados

e no barulho da música
que nasce na minha mente
e cresce comendo arroz com feijão.

é preciso arroz feijão e um pouco de farofa
pra entalar.
e quem sabe, crescer...



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