quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O tempo me abraça
 e torna a empurrar.
Paro para adimira-lo,
mas permanece vulgar.
Parado na esquina,
ele acende um cigarro
 e torce para parar de ventar.
 Espalha latas, folhas e terra na calçada
e eu corro para catar.
Entorno os meus pedaços
 estilhaçados no meio fio
acreditando que o tempo
 pode os aglomerar.
No centro do asfalto
 a linha amarela acaba
no farol vermelho
 e o verde não mais piscará...
 o tempo já pode acabar.
Atravesso e vejo no alto daquele morro
que o pedido de socorro
 poucos conseguem escutar.
 
Leticia Frederico

Nenhum comentário:

Postar um comentário