O tempo me abraça
e torna a empurrar.
Paro para adimira-lo,
mas permanece vulgar.
Parado na esquina,
ele acende um cigarro
e torce para parar de ventar.
Espalha latas, folhas e terra na calçada
e eu corro para catar.
Entorno os meus pedaços
estilhaçados no meio fio
acreditando que o tempo
pode os aglomerar.
No centro do asfalto
a linha amarela acaba
no farol vermelho
e o verde não mais piscará...
o tempo já pode acabar.
Atravesso e vejo no alto daquele morro
que o pedido de socorro
poucos conseguem escutar.
e torna a empurrar.
Paro para adimira-lo,
mas permanece vulgar.
Parado na esquina,
ele acende um cigarro
e torce para parar de ventar.
Espalha latas, folhas e terra na calçada
e eu corro para catar.
Entorno os meus pedaços
estilhaçados no meio fio
acreditando que o tempo
pode os aglomerar.
No centro do asfalto
a linha amarela acaba
no farol vermelho
e o verde não mais piscará...
o tempo já pode acabar.
Atravesso e vejo no alto daquele morro
que o pedido de socorro
poucos conseguem escutar.
Leticia Frederico
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