Que coisa.
Que não pousa nem tão pouco voa
Vêm uns ciscos que entram nos meus olhos
Mas quando de novo olho, já sumiram à toa.
Que coisa, não?
Que se refaz e se remenda outra hora
Daqui a pouco a linha fica frouxa
E quando vejo, caiu um botão.
Não é mesmo muito muito estranho?
É só dar um ponto que arrebenta o outro
Fura o dedo, perde-se a agulha
Acha o pano solto lá naquele canto.
Quero dar-te de presente uma saco cheio de retalhos
Alinhavados com ponto apertado
Ou uma bela colcha de fuxico
Que vi na loja e não levei comigo.
Também havia muita renda boa
Mas os meus dedos não sabem rendar
Então escrevo tortas linhas bobas
Pra ver o seu sorriso enfim voltar.
Leticia Frederico
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