terça-feira, 1 de outubro de 2013

Lenta ou rápida

a dor cessa.

Com ou sem súplica

definha

não tarda mesmo que tardia

nela nada

de peito

estoura o tímpano

desce

desliza no azulejo frio

Viva ou morta

a dor desperta

espeta a nuca

tormenta a cada gole

esfarela

sobe a janela

some

chora o tiro seco

revolve.

A massa cinzenta

espalha

escorre.

Na literatura ou intra tortura

a dor morre.

Canta aos cantos

da sala de demônio e santo

da estante de poeira,

mofa pra virar beleza

estupida corrosiva

resvala ao centro da esfera

vira letra, ponto, entre as linhas

espera

vira encanto

a dor Degenera.







Leticia Frederico











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