Falo como alguém
que nao tem olhos
e perdeu os tímpanos.
Errado,
respiro.
Me retiro,
fecho a casa para os bandidos.
Equivocado, medo contínuo
deixo chave nos cadeados
entraram por todos os lados,
ouvimos.
As plantas na terra molhada secaram
como as lágrimas do menino.
Os ventos estão parados
devem estar adormecidos
estão ficando cansados,
os homens
e os sentidos.
Parte do texto
morre no meio do caminho,
da outra parte
dorme perdido.
Mas há sempre uma fresta
um espaço contido
esperando o vento
soprar na testa dos esquecidos.
esperando a mão empurrar a porta
e entregar a palavra morta
aos dedos envelhecidos.
que nao tem olhos
e perdeu os tímpanos.
Errado,
respiro.
Me retiro,
fecho a casa para os bandidos.
Equivocado, medo contínuo
deixo chave nos cadeados
entraram por todos os lados,
ouvimos.
As plantas na terra molhada secaram
como as lágrimas do menino.
Os ventos estão parados
devem estar adormecidos
estão ficando cansados,
os homens
e os sentidos.
Parte do texto
morre no meio do caminho,
da outra parte
dorme perdido.
Mas há sempre uma fresta
um espaço contido
esperando o vento
soprar na testa dos esquecidos.
esperando a mão empurrar a porta
e entregar a palavra morta
aos dedos envelhecidos.
Leticia Frederico
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