terça-feira, 9 de julho de 2013

Para que olharmos para o sol,
quando o que nos chama
é onde a escuridão faz moradia?
Logo ali existira um labirinto.
possuíamos uma vela acesa e esta se apagara passos adiante.
Atrás daquela parede fina houvera uma trilha sem mapa
e as folhas escuras cobriam o teto pintado pela luz.
Onde deixamos nossos mapas?
Onde guardei meu recado?
Quando me dei conta de que a sola de meus sapatos
carregam a morte enquanto caminho?
Quando nos damos conta de que há sempre uma sola
acima de nossas cabeças?

Onde estão os que me compreendem?
Por qual motivo não os ouço?
Não sabem de mim.
Me observariam de perto se possível fosse.
Diriam que me compreendem absolutamente.
Ou diriam:
“Tudo que pensas não passa de sobra de tempo ou falta de agradecimento.”
responderia-os que
o que penso é fruto da inteligência
que logo será carregada pela sola acima de minha cabeça,
e que portanto continuarei pensando.
Pergunto, pergunto.
Mas em verdade, não me importo muito.





Leticia Frederico

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