Há um mar no meu peito
que em meus braços dorme feito criança
deixa escorrer pela boca
sua baba por confiança
há areia nos olhos sentados no parapeito
há vento e há uma certa distância
há receio
e seios bronzeando os mares
eu penso quando irá mudar o tempo
quando inundará os lares
pra dentro das janelas
eu penso quantos lugares
sobram na platéia
quanto falta pra eu despedaçar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário