sexta-feira, 28 de março de 2014

Há um mar no meu peito

 que em meus braços dorme feito criança

 deixa escorrer pela boca

sua baba por confiança

 há areia nos olhos sentados no parapeito

 há vento e há uma certa distância

 há receio

 e seios bronzeando os mares

 eu penso quando irá mudar o tempo

 quando inundará os lares

 pra dentro das janelas

eu penso quantos lugares

 sobram na platéia

 quanto falta pra eu despedaçar.

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