Quem foi?
Quem era mesmo que gostava de poesia?
Quem foi que passou a enxergar a vida descolorida?
Quem se arrependeu de ter fugido?
Muito bem, eu não fujo.
Não tenho esse costume, nunca tive.
Vou, volto e digo adeus quando preciso.
Mas de verdade e com vontade
não me importam os choros e os pedidos
não empurro culpas pra outros ombros
cada um que carregue as suas
como eu carrego as minhas
que se danem os remorsos
deixo que agonizem
até que não aguentem mais
e transformem-se em um mosquito
morto ensanguentando o travesseiro.
Sim, esqueço.
Esqueço de tudo.
Esqueço até que me bateram
me xingaram
me ameaçaram de morte...
sim, esqueço de tudo
quero que se explodam todos esses discursos rasos.
Então resolva,
resolva logo.
eu não vou chorar...não espere isso de mim.
Nem hoje nem outro dia.
A história é sempre a mesma
mas não, ela não se repete.
Os dias são sempre os mesmos
mas eu mudo o tempo todo.
Agora mesmo, já esqueci.
Leticia Frederico
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