quarta-feira, 18 de setembro de 2013

I, II

I

Te amo, esquisito.



Você que é um enxame aos meus olhos indecisos.

Te acordo só com grito ou com um poema envelhecido.

Te grito pelo nome pois na garganta é meu pedido.

Escondo minhas letras dos teus beijos esquecidos.

Me prendo nestas linhas e delas não mais me livro.


II


Solta essa fumaça.



Ela esta retida

mas não é nos seus pulmões.

Chamam-na desgraça que incomoda multidões.

Limpa esta vidraça encharcada, amarelada.

Este alcatrão.

Cospe essa doença que te rouba o coração,

que atrapalha gerações,

que te suga aos milhões,

que te implora pelo não.



Leticia Frederico





Um comentário:

  1. Sabe quando agente se engasga com a fumaça? Sabe essa asfixia toda? Sabe quando a garganta não solta a fumaça e fica nela retida a palavra... e é tão simples dizer... basta apenas dizer solta...

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