I
Te amo, esquisito.
Você que é um enxame aos meus olhos indecisos.
Te acordo só com grito ou com um poema envelhecido.
Te grito pelo nome pois na garganta é meu pedido.
Escondo minhas letras dos teus beijos esquecidos.
Me prendo nestas linhas e delas não mais me livro.
II
Solta essa fumaça.
Ela esta retida
mas não é nos seus pulmões.
Chamam-na desgraça que incomoda multidões.
Limpa esta vidraça encharcada, amarelada.
Este alcatrão.
Cospe essa doença que te rouba o coração,
que atrapalha gerações,
que te suga aos milhões,
que te implora pelo não.
Leticia Frederico
Sabe quando agente se engasga com a fumaça? Sabe essa asfixia toda? Sabe quando a garganta não solta a fumaça e fica nela retida a palavra... e é tão simples dizer... basta apenas dizer solta...
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