Desequilibro tudo o que possuo no peito
a dor, o sopro, o riso, o despeito.
Deixo o sangue nele amargando
enquanto vou me equilibrando.
Comprometo-me com a distância da verdade
pelo equilíbrio da maldade,
da solenidade da sociedade.
Desvirtuo-me da boa índole
não escrevo o que tenho lido
não sublinho o que entendi do livro
desrespeito o caráter limpo
Não grito o nome de quem está fingindo,
não desconfio dos que estão proibindo,
nem denuncio quem meus direitos está infringindo.
Ah, se essas minhas rimas não estivessem erradas,
se meus versos não estivessem desordenados,
se minhas idéias não estivessem um tanto trocadas:
Essa eu publicava...
Leticia Frederico
Sem palavras... ao inverso em teus ouvidos...
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