Seria bom se um verso
rasgasse a pele da minha cabeça
e fosse esfregando a caixa craniana
de modo a aliviar a dor,
enquanto escorre o sangue por cima da orelha direita.
Mas não, isso não vai acontecer.
Hoje alguém morreu com um tiro na Rua da Quitanda e eu não pude passar.
Não por respeito ao local da morte
E sim por ser preciso investgar.
Dei a volta e fui por uma rua estreita
Até a multidão acabar.
Alguém roubou, alguém morreu,alguém matou, alguém sentiu dor.
E nenhum verso de alívio
De nenhum crânio doído
A pele cortou.
Quem morreu, se foi bandido ou polícia, eu não sei.
A moça da lanchonete disse que por ela tanto faz como tanto fez.
No dia do professor
a morte me ensinou
que a vida é uma questão de múltipla escolha,
um dedo de sorte e indiferença,
mais uma vez.
rasgasse a pele da minha cabeça
e fosse esfregando a caixa craniana
de modo a aliviar a dor,
enquanto escorre o sangue por cima da orelha direita.
Mas não, isso não vai acontecer.
Hoje alguém morreu com um tiro na Rua da Quitanda e eu não pude passar.
Não por respeito ao local da morte
E sim por ser preciso investgar.
Dei a volta e fui por uma rua estreita
Até a multidão acabar.
Alguém roubou, alguém morreu,alguém matou, alguém sentiu dor.
E nenhum verso de alívio
De nenhum crânio doído
A pele cortou.
Quem morreu, se foi bandido ou polícia, eu não sei.
A moça da lanchonete disse que por ela tanto faz como tanto fez.
No dia do professor
a morte me ensinou
que a vida é uma questão de múltipla escolha,
um dedo de sorte e indiferença,
mais uma vez.
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