Dorme no canto
Tão encolhido
Sendo mendigo
Aprendeu a dividir
sono com chão
Chão com sujeira
E com o cão
Assim, como se estivesse a sós
Aprendeu
A lavar-se no chafariz
A pedir moeda
Catar vícios
E comer qualquer coisa com a mão
Desistiu de dividir palavras
Emite sons que ninguém mais ouve
Ele está só
E quando cai a tarde
Quem o olha
pode pensar que virou uma estátua
De cobre coberta de chuva
Coberto à noite com pano de sombra
Quem o vê pode pensar
que ele está sonhando
Mas ele só acorda
Só, dorme
Só, come
Só, levanta
E só ocupa seu canto
Quem passa pensa que está roncando
Mas ele está só, respirando.
Tão encolhido
Sendo mendigo
Aprendeu a dividir
sono com chão
Chão com sujeira
E com o cão
Assim, como se estivesse a sós
Aprendeu
A lavar-se no chafariz
A pedir moeda
Catar vícios
E comer qualquer coisa com a mão
Desistiu de dividir palavras
Emite sons que ninguém mais ouve
Ele está só
E quando cai a tarde
Quem o olha
pode pensar que virou uma estátua
De cobre coberta de chuva
Coberto à noite com pano de sombra
Quem o vê pode pensar
que ele está sonhando
Mas ele só acorda
Só, dorme
Só, come
Só, levanta
E só ocupa seu canto
Quem passa pensa que está roncando
Mas ele está só, respirando.
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