sexta-feira, 25 de julho de 2014

Vimos coisas belas
aves cheias de cores
tiram a atenção das flores
colam-se na fotografia
Entre frutas fora da janela
pela água doce
beijam plástico colorido
mas o meu olhar vai distraído
perto de um passarinho verde, escondido
que pousa no galho da árvore
mas não mora nela
Subimos pedras frias
folhas molhadas
escorregadias
só pra ver a água que caía
sem parar
meu ouvido ouve
seu cantar
o tato sente queimar
nem a lareira ardente
pode aliviar
a imaginação urgente
de quem vive a sonhar
lhe arrepia
quem morre
de quem sacode
quem quebra forte
como onda no mar
leve,
o vento lhe dizia.

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