quarta-feira, 30 de abril de 2014

No frio é melhor não escrever
deixa o ar assim sombrio
o que quiser dizer que o diga
foram tantas notas
não me acorde, é tarde
as letras nesse ar mesquinhas
me esquivam da escrivaninha
não há mais caneta
Que eu não tenha pena!
quem comeu minhas ideias
sopre o papel.
Que ninguém se meta
com as coisas velhas
que mastigam veias
sem lhes ser cruel
que o dia seja
mais quente que a noite
que a noite durma
sem acordar o choro
derramado pelo
levantar do véu

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