Dos ciclos do pensamento
é parte a crença no amor perpétuo
e por algumas horas me jogo
sem cordas no despenhadeiro,
no som das cordas
vocais ou artificiais
e das viradas,
não das noites,
mas das que lembram os açoites.
e ai é que aparecem as enzimas
fugindo de suas reservas
mastigando-se umas às outras
e o corpo findando...
a fome existe
no ciclo do pulsar
e é preciso correr para apanhar
o tanto quanto
seja necessário pra saciar
ali acaba o amor
o fim do ciclo
me apavora
mas isso também é parte
e logicamente, vai embora.
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